
O Centro de Cultura Negra do Maranhão (CCN) vem a público manifestar solidariedade e cobrar medidas urgentes das autoridades estaduais e federais diante do desaparecimento de duas crianças no Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal. No 10º dia de buscas, a instituição reafirma que a demora na resposta do Estado reflete o racismo estrutural e ambiental vivido nas comunidades quilombolas.
As crianças Ágatha Isabelly (6 anos) e Allan Michel (4 anos) desapareceram enquanto brincavam no território no início de janeiro. Embora o primo, Anderson Kauã (8 anos), tenha sido resgatado com vida no dia 7, a angústia da comunidade permanece. O CCN destaca que o reforço do Exército Brasileiro, anunciado apenas recentemente, é uma resposta tardia diante da gravidade do caso.
“Nossas crianças são nossos Ibejis, a semente da nossa continuidade. Quando o Estado falha em protegê-las no próprio território, ele falha com todo o povo negro”, afirma a nota do Centro.
A instituição utiliza o Índice de Vulnerabilidade da Juventude Negra (IVJ) para apontar que o caso se trata de mas fruto histórico de negligência estatal em territórios tradicionais. Abaixo, o CCN apresenta a Carta Aberta oficial, exigindo a aplicação imediata de políticas de proteção aos quilombos.