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REPARAÇÃO JÁ: PEC propõe transformar igualdade racial em dever constitucional do Estado brasileiro

O Brasil vive um novo momento no debate sobre justiça racial e reparação histórica. Movimentos negros, organizações da sociedade civil, intelectuais, lideranças quilombolas e ativistas de diferentes regiões do país lançaram a campanha nacional “Nem Mais Um Dia: Reparação Já!”, mobilização em defesa da aprovação da PEC 27/2024 — conhecida como PEC da Reparação Econômica e Promoção da Igualdade Racial.

A proposta busca reconhecer, na Constituição Federal, que o enfrentamento ao racismo e a promoção da igualdade racial devem deixar de ser políticas pontuais ou temporárias para se tornarem obrigação permanente do Estado brasileiro.

A campanha parte de um reconhecimento histórico: após quase quatro séculos de escravização da população negra, a abolição foi conduzida sem garantir acesso à terra, trabalho digno, renda, educação ou reparação econômica aos descendentes da população escravizada. Ao longo do período republicano, as desigualdades raciais permaneceram estruturando o acesso à riqueza, aos direitos e às oportunidades no país.

Enquanto isso, o mito da “democracia racial” operou como mecanismo de apagamento da violência histórica e das profundas desigualdades produzidas pela escravidão e pelo racismo estrutural.

O que propõe a PEC da Reparação

 

A PEC 27/2024 propõe incluir a igualdade racial entre os direitos fundamentais previstos na Constituição e estabelece como dever do Estado e da sociedade combater todas as formas de preconceito, discriminação racial, racismo e intolerância.

A proposta também fortalece políticas permanentes de promoção da igualdade racial em diferentes áreas, reconhecendo a necessidade de ações estruturantes e continuadas.

Entre os principais pontos defendidos pela PEC estão:

  • fortalecimento das políticas públicas de combate ao racismo estrutural;
  • reconhecimento e proteção das comunidades quilombolas;
  • regularização dos territórios tradicionais;
  • valorização das religiões de matriz africana como patrimônio cultural brasileiro;
  • promoção da inclusão econômica e social da população negra;
  • incentivo ao empreendedorismo negro;
  • financiamento de políticas educacionais, culturais e de justiça socioeconômica.

A proposta prevê ainda a criação do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir), articulando União, estados, municípios e sociedade civil na construção das políticas públicas.

Outro eixo central é a criação do Fundo Nacional de Reparação Econômica e de Promoção da Igualdade Racial (FNREPIR), destinado ao financiamento das ações previstas na PEC.

Fundo prevê R$ 20 bilhões em 20 anos

 

Segundo a campanha, o fundo contará com investimento de R$ 20 bilhões ao longo de 20 anos, com garantia constitucional de proteção contra contingenciamento.

Os recursos poderão vir de diferentes fontes, incluindo:

  • orçamento da União;
  • valores provenientes de condenações por racismo;
  • multas relacionadas ao trabalho análogo à escravidão;
  • programas reparatórios públicos e privados;
  • doações nacionais e internacionais;
  • outras fontes previstas em lei.

A proposta prevê também a criação de um conselho deliberativo com participação da sociedade civil para acompanhar, monitorar e contribuir com a formulação das políticas financiadas pelo fundo.

Reparação como compromisso histórico

A campanha “Nem Mais Um Dia: Reparação Já!” afirma que nenhuma medida será capaz de reparar integralmente os horrores da escravidão e os impactos permanentes do racismo estrutural. Ainda assim, defende que o Estado brasileiro precisa reconhecer oficialmente sua dívida histórica e assumir responsabilidades concretas na construção de políticas permanentes de igualdade racial.

O debate sobre reparação econômica ganha força em um contexto em que a população negra continua sendo maioria entre os trabalhadores precarizados, vítimas da violência estatal, pessoas em situação de pobreza e grupos com menor acesso à renda, saúde, educação e direitos básicos.

Mais do que um debate simbólico, a proposta recoloca no centro da agenda nacional a discussão sobre justiça econômica, redistribuição de oportunidades e reconhecimento histórico.

Para os movimentos envolvidos na mobilização, enfrentar as desigualdades raciais exige romper com a lógica histórica que naturalizou privilégios, exclusões e a concentração de riqueza produzida desde o período escravocrata.

Mobilização nacional

A campanha segue mobilizando assinaturas, organizações e apoiadores em diferentes estados brasileiros em defesa da aprovação da PEC 27/2024.

O objetivo é ampliar o debate público sobre reparação histórica e pressionar o Congresso Nacional pela aprovação da proposta.

Saiba mais sobre a campanha “Reparação Já!” e assine pela aprovação da PEC 27/2024

Nem mais um dia. Reparação já.

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